domingo, 18 de setembro de 2011
Sua e meu.
E quando a gente finalmente encontra? Porque parece que passamos uma vida procurando aquele que não está em nós, aquele que nem sabemos se existe e como deve ser, só sabemos que precisamos de alguém, que não nos bastamos sós. E ai chega um dia, sem nem se apresentar, e aqueles olhos azuis chegam e te olham tão fundo, que conseguem tocar sua alma, e você consegue ler um monte de coisas neles, de tão puros e transparentes. E com esses olhos, vem um sorriso... um sorriso de menino, que se entrega, que se mostra sem intenção de se mostrar. Um sorriso que simplesmente ele não consegue guardar só pra ele e que enobrece o espírito de quem o vê. E quando você acha que só isso já é demais, já basta, dai esses olhos e esse sorriso mostram que seu maior prazer é fazer os outros felizes. E o pior: ele nem se dá conta que tem esse poder. Ele simplesmente faz; é. Seu coração é tão grande e limpo, que toca todos aqueles que precisam de um afeto, e que passam por seus olhos. E o impressionante é que com alguns gestos que dispensam palavras, afinal ele nem sabe falar sua língua, ele consegue transformar um pouco a vida de muita gente. Não é a toa que ele é livre, e precisa passear pelo mundo. Sempre com seu jeito alegre e muitas vezes até bruto, já que não poupa emoção. Sabe quando você acha que aquele não existe? Aliás, como você nunca pensou sobre sua existência, porque nunca viu coisa parecida? E de repente vem ele, e mostra que está ali, e não só se mostra como insiste... atravessa quilômetros só pra te mostrar isso: que ele existe e que não quer outra coisa a não ser ficar com você. Pois é, ele existe e me achou, me conquistou. E é de longe muito melhor do que tudo que já sonhei. E é com ele que vou ficar, porque agora que me encontrou, eu não vou deixa-lo escapar.
domingo, 3 de julho de 2011
Eu tenho raiva de você por você realmente não ter aprendido nada na vida. Por você ter se tornado essa pessoa que eu agora consigo ver. O tempo passa, a vida nos ensina, nos tira, quase que grita nos nossos ouvidos e você prefere fingir que nada existe, e vive pra fazer nada. Afinal, pra que ser alguém decente, que vive pra fazer o bem, coisas corretas, pra trabalhar de vez em quando, estudar, que vive pra fazer sua família feliz... se você pode ser simplesmente uma pessoa fútil, inconsequente, irresponsável, ou seja, praticamente um ser irracional, um verdadeiro merda? O problema é que, normalmente, pessoas como você não pensam. Não pensam no passado, no que seus pais lhe ensinaram, não pensam no presente, como podem fazer pessoas que gostam de você sofrerem, e principalmente no futuro, como isso pode acabar com sua vida. Será que você não pensa nela, que está com certeza te vendo e entristecendo com isso? Será que você não pensa nele, que cada vez mais se preocupa por não ter mais controle das coisas? Não pensa em tudo que aprendemos com nosso querido velhinho, que você deveria guardar no peito? Claro que não... que pergunta. O negócio é que não podemos nos negar a enxergar que vivemos em sociedade, não vivemos sós e por isso temos responsabilidades sim, precisamos pensar nos outros. Pelo menos deveríamos pensar nos mais próximos, pelo menos isso. Tudo bem você querer ser esse moleque mimado, infantil, querer se destruir, usando drogas, bebendo todas, gargalhando com seus amigos imbecís... mas faça isso longe de mim. Longe da minha casa. Longe da minha família. E por favor, até esse dia chegar, não fale mais comigo. Não mais. Porque, mais do que tudo isso, você ainda está fazendo com que ele me compare a você. Com que ele me ponha no mesmo patamar que você. Mas eu não. Eu não sou como você. Eu sou um ser que pensa.
sábado, 2 de julho de 2011
Foi um momento lindo, com certeza marcante na minha vida. Uva, suco de uva... tudo isso inicia e abençoa apenas um começo, uma preparação para o mais saboroso e perfeito vinho, com a benção de Dionísio.Tive uma descoberta: diz-se que para os gregos, o ator é um sacerdote, que faz a ligação entre os Deuses e a Terra. Através do ator, os Deuses se comunicam com os demais mortais, transmitindo seus ensinamentos. Na mesma hora entendi o porquê estou nesse caminho. Tudo se encaixou. Sempre quis que a minha vida tivesse algum sentido maior do que apenas sobreviver e enriquecer. Sempre achei que o antigo mundo em que vivia não era pra mim, faltava essa relação espiritual, essa relação com o fazer o bem. Agora me encontrei. Quero trabalhar transmitindo essa luz, essa emoção para as pessoas. Quero ser instrumento para comunicar a arte, a cultura, e provocar os melhores e piores sentimentos nas pessoas, gerando aprendizado e reflexão, enobrecendo suas almas. Existe coisa mais bonita que isso?? E agora fui escolhida por um dos grandes. Fui apadrinhada por Büchner, um dramaturgo alemão que de uma forma ou de outra, sem eu ao menos saber quem ele é, ele me escolheu, já sabe o que sou e o que vou ser. E em meio a esse ritual, eu reforço a minha descoberta. Descoberta do caminho da felicidade. É apenas o começo da minha evolução espiritual, da formação de um ser de sabedoria.
domingo, 26 de junho de 2011
Meninas: elas voltaram
Ainda bem que eu guardei as escovas de dente. Elas voltaram! Voltaram pra minha casa, pra minha vida, pro meu coração. Ok, eu me enganei. Como pude eu ter achado que uma amizade tão forte, tão verdadeira, iria acabar assim, cada uma para um lado? Aliás, amigas não, sorelle. Irmãs de alma, minhas companheiras, conselheiras, que me aturam. Amo muitas risadas, escândalos, conversas cabeça, lágrimas, coração batendo forte, abraços, esporro, fofocas na cama, mais risadas... retrato de um amor muito maior do que por um carinha qualquer. Amor, esse sim eterno, como uma tatuagem. Amor por escolha, por afinidade de espírito. Amor que não se pede. Amor esse que não tem medida, dimensão, eu poderia chamá-lo de sobrenatural. Como pode não é? Hoje elas são a minha família. Meninas que conheci tem alguns bons anos, elas são minha família, meu porto seguro. São elas que estão do meu lado nos momentos felizes e tristes, que me dão a mão. Aquele tal amor que não tem explicação. Que me completa... me faz tão bem! Sorte a minha tê-las sempre perto de mim.
domingo, 19 de junho de 2011
Quieta no meu canto
Será que é pedir muito querer levar uma vida em paz? Quando me refiro a uma vida em paz, estou falando sobre uma vida simples, sem precisar me preocupar com o que o outro está pensando de mim, o que ele quer dizer pra mim e não disse, e porque mentiu se na verdade pensa diferente do que disse... ou até mesmo sem ter que entender porque as pessoas ao meu redor vivem um jogo, agem de certa forma só pra atingir ou provocar uns aos outros, virando uma cadeia alimentar, onde cada um quer mesmo alimentar seu ego, sem pensar no que está provocando no outro, no caso em mim. E o pior: além de estar num ciclo vicioso que não queria, ainda acabo levando patada a torto e a direito sem nem saber ao certo porque, carregando a responsabilidade por situações que nem sei ao certo quais são, afinal, nesse jogo, as cartas não estão na mesa, vale lembrar. Eu não pedi pra participar. Eu estava lá, quieta, no meu canto. E agora estou mais envolvida no circuito do que gostaria. E o pior é ser capaz de perceber toda essa trama na qual sem saber como ou porque eu estou envolvida, e perceber que não sei jogar. Não sei nem quero saber jogar. E percebendo isso acabo desanimando, me chateando, afinal posso parecer, mas não sou idiota. Me faço sim muitas vezes pra evitar transtorno desnecessário, situações constrangedoras ou então ser obrigada a entrar no jogo, e isso eu não vou. Acabo por fim me anulando, saindo da sala, e quando faço isso, vejo de fora como tudo isso cheira muito mal. E penso: porque isso? Porque será que as pessoas não deixam eu viver apenas em paz? Não exijo nada de ninguém, mas me sinto lesada quando percebo que, sem querer, deixei que roubassem a paz de mim. E é só isso que dói. O egoísmo, mesmo que inconsciente, das pessoas. Dói bastante. E agora que percebo tudo isso, vou sim, sair dessa cadeia que me prende. Uma pena, mas não resta outra alternativa. E eu só estava ali, quieta, na minha.
domingo, 12 de junho de 2011
Sofrer poético
Sofrer por amor... quer saber? Eu acho lindo... poético. Os melhores textos, as melhores composições, vêm de pessoas que já sofreram por amor. E essas, com certeza, são as pessoas mais interessantes, em todos os aspéctos. Faz parte da vida... amar, ser amado ou não, deixar de amar, o importante é sempre, sempre amar e estar disposto a encarar esse sentimento tão maravilhoso, tão complicado, mas exatamente por isso toda sua graça. Quero estar sempre amando, sem medo de sofrer, afinal, como bem já disseram, os erros por amor já nascem com perdão. Só não quero, de jeito nenhum, me tornar uma pessoa fechada, fria, não quero calar meu coração. Isso não. Eu quero estar sempre amando, muito e com toda a minha intensidade tão minha. E porque não sofrer por ele também... porque não? É poético, enriquece corpo e espírito, enobrece. Mas depois de sofrer, amar novamente. E ainda mais. Sininhos tocando, borboletas na barriga. Amo a sensação de amar. E amar é muito bom. Ninguém merece passar pela vida sem amor.
Outro pensamento
Agora o pensamento é outro, bem diferente. Chega de ficar reclamando, lamentando... sofrendo e só. Agora vou agir. Fico me questionando sobre as coisas que quero pra mim e não tenho, sobre os meus sonhos, minhas vontades... mas esqueço que elas não vão cair do céu. E isso não quer dizer que vai ser fácil... afinal, administrar meu tempo, meu solitário tempo, que de tão solitário se torna até atemporal, não é uma tarefa fácil. Mas reconhecendo essa solidão, percebo que na verdade, só depende de mim mesma. Não adianta ficar colocando desculpas em terceiros porque sabemos que, de fato, só depende da gente. Temos que fazer escolhas sim, mas não colocá-las na gaveta. Devemos seguir em frente nela, ter força e seguir em frente. Aliás, tinha esquecido da minha fonte de força... acabei deixando-a de lado. Deve ser por isso que me sinto tão cada vez mais sozinha. Como me sinto estúpida... ficar perdendo tempo me preocupando com coisas fúteis, sem importância, enquanto a minha vida vai passando... e eu vou sendo carregada por ela. Eu quero fazer a minha história, eu quero ser responsável pelo meu destino. Não quero passar pela vida, envelhecer, e me dar conta de que no fim, não houve nem começo. O primeiro passo é sempre o mais complicado, e ele será dado a partir de amanhã, afinal, é outro dia.
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